Dissolução de união estável, como resolver conflitos e proteger seus direitos
- 18 de jan.
- 2 min de leitura

A dissolução de união estável exige provas, estratégia e cuidado patrimonial. Entenda como funciona o processo e como evitar perdas em disputas familiares.
Quando o amor termina, mas os conflitos começam
O fim de uma relação nem sempre é o fim dos problemas.
Em muitos casos, é apenas o começo de disputas silenciosas, especialmente quando a relação nunca foi formalizada.
A dissolução de união estável costuma surgir em cenários de ruptura, quando patrimônio, moradia e segurança financeira entram em jogo.
O que antes era confiança vira dúvida.
O que era acordo informal vira conflito jurídico.
Nesse momento, não basta saber que a relação existiu.
É preciso saber como provar, como dividir e como se proteger.
O que é a dissolução de união estável
A dissolução de união estável é o procedimento jurídico que encerra formalmente a relação e define as consequências patrimoniais e familiares do vínculo.
Ela pode envolver:
reconhecimento da união estável,
definição do regime de bens aplicável,
partilha de patrimônio,
discussão sobre moradia,
direitos sucessórios, quando há falecimento.
Em muitos casos, o maior conflito não é o fim da relação, mas a insegurança sobre quem tem direito a quê.
Quando a dissolução de união estável vira litígio
A dissolução de união estável se torna litigiosa quando não há consenso entre as partes.
Isso acontece com frequência quando:
apenas um dos companheiros concentrava bens em seu nome,
não existia contrato ou escritura,
a relação terminou de forma conflituosa,
há resistência em reconhecer a união,
existe desequilíbrio financeiro entre as partes.
Um exemplo comum é o da companheira que dedicou anos à relação, contribuiu indiretamente para o patrimônio, mas se vê excluída da divisão por falta de formalização.
Sem atuação jurídica estratégica, o risco de perda patrimonial é real.
Quais direitos podem ser discutidos na dissolução de união estável
Na dissolução de união estável, podem ser discutidos direitos relevantes, como:
partilha dos bens adquiridos durante a convivência,
direito à meação, conforme o regime aplicável,
direito à moradia em situações específicas,
direitos sucessórios, quando o conflito surge após o falecimento.
Muitos acreditam que a companheira não tem proteção jurídica.
Isso não é verdade.
Mas esses direitos não são automáticos, precisam ser reconhecidos e comprovados no processo.
É nesse ponto que a estratégia jurídica faz toda a diferença.
Como a advocacia atua na dissolução de união estável
A atuação jurídica na dissolução de união estável não é apenas técnica, é estratégica.
O advogado avalia provas, reconstrói a história da relação e define o melhor caminho para proteger direitos patrimoniais e emocionais.
Também é papel da advocacia:
evitar exposições desnecessárias,
reduzir o desgaste emocional do litígio,
buscar soluções equilibradas, quando possível,
estruturar o conflito de forma clara, quando o acordo não existe.
Sem orientação adequada, a dissolução pode se transformar em perda.
Com estratégia, ela pode se tornar um encerramento justo e organizado.
👉 Quando a relação termina, os direitos não terminam junto. A dissolução de união estável, quando bem conduzida, protege patrimônio, dignidade e a possibilidade de recomeçar com segurança.
por Chagas Advogados
✨ Recomeços guiados pela lei, e por quem se importa.





Comentários