Alienação parental, quando o conflito entre adultos machuca os filhos
- Chagas Advogados

- há 4 dias
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A alienação parental ocorre quando um dos pais interfere na relação do filho com o outro. Entenda os sinais, os impactos emocionais e como proteger a criança.
Quando o silêncio imposto fala mais alto que o amor
Nem toda violência deixa marcas visíveis.
Algumas se manifestam em gestos sutis, frases repetidas e ausências cuidadosamente construídas.
A alienação parental nasce assim, silenciosa, e cresce no terreno do conflito não resolvido entre adultos.
Ela acontece quando um dos responsáveis, consciente ou não, interfere na relação da criança com o outro genitor.
Não é apenas afastar fisicamente, é plantar desconfiança, medo e rejeição onde deveria existir vínculo.
E quem mais sofre não é quem disputa, é quem ama os dois lados.
O que é e como se manifesta a alienação parental
A alienação parental é caracterizada por comportamentos que dificultam ou impedem a convivência saudável da criança com um dos pais.
Ela pode aparecer de muitas formas, algumas evidentes, outras quase imperceptíveis.
Entre os sinais mais comuns estão,
desqualificar o outro genitor diante da criança,
dificultar ou impedir visitas e contatos,
criar falsas memórias ou acusações infundadas,
omitir informações importantes sobre a vida do filho,
induzir a criança a rejeitar um dos pais.
Um exemplo recorrente é o da criança que passa a repetir frases que não condizem com sua idade ou experiência, como se estivesse ecoando a dor de um adulto.
Nesse momento, o alerta precisa ser aceso.
Os impactos emocionais da alienação parental
A alienação parental não afeta apenas o vínculo familiar, ela atinge a formação emocional da criança.
Crianças expostas a esse tipo de conflito tendem a desenvolver ansiedade, culpa, insegurança e dificuldade de confiar em relações futuras.
Elas se veem obrigadas a escolher lados, como se amar um significasse trair o outro.
É uma carga emocional que nenhuma criança deveria carregar.
Com o tempo, os efeitos podem se estender à vida adulta, refletindo em relacionamentos instáveis, baixa autoestima e dificuldade de lidar com frustrações.
Por isso, tratar a alienação parental não é sobre vencer uma disputa, é sobre interromper um ciclo de dor.
Como o direito atua nos casos de alienação parental
O direito reconhece a alienação parental como uma prática grave, justamente por seus impactos emocionais profundos.
A legislação prevê medidas para proteger a criança e restabelecer o convívio saudável, sempre priorizando o melhor interesse do menor.
Essas medidas podem incluir advertências, acompanhamento psicológico, ampliação do convívio com o genitor afastado e, em casos mais graves, mudanças na guarda.
Mas a Justiça não age para punir sentimentos, ela age para proteger vínculos.
Quanto mais cedo a situação é identificada, maiores são as chances de reconstrução da relação e de preservação emocional da criança.
O papel da advocacia na prevenção e no enfrentamento da alienação parental
A atuação jurídica nos casos de alienação parental exige sensibilidade e responsabilidade.
Nem todo conflito entre pais é alienação, e nem toda acusação corresponde à realidade.
Por isso, o advogado atua como filtro, orientando, avaliando provas e evitando que disputas emocionais se transformem em acusações injustas.
Mais do que conduzir processos, a advocacia busca restabelecer o diálogo e proteger a criança do conflito adulto.
Quando possível, a mediação e os acordos são caminhos mais saudáveis do que a judicialização prolongada.
Proteger o vínculo é um gesto de maturidade.
E maturidade também é reconhecer quando é preciso ajuda.
👉 Nenhuma criança deveria escolher entre amar pai ou mãe. A alienação parental precisa ser interrompida para que o amor volte a circular livremente, sem culpa e sem medo.
por Chagas Advogados
✨ Recomeços guiados pela lei, e por quem se importa.





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